Bem vindo ao mundo da Biologia !

No âmbito da disciplina de Biologia do 12º ano foi realizada uma aula dedicada à observação e realização da fermentação láctica e alcoólica com o objectivo de obter neste caso específico cerveja de gengibre ( fermentação alcoólica) e queijo fresco (fermentação láctica).Através desta actividade pretende-se também aumentar o nosso conhecimento prático a nível laboratorial e como objectivo final comparar a qualidade dos produtos obtidos com os restantes grupos.

A cerveja de gengibre é uma cerveja caracterizada pelo seu baixo teor alcoólico (cerca de 2% de álcool) que teve origem em Inglaterra. A sua produção tem como ingredientes base a gengibre (caracterizada pelo seu gosto apimentado), limão, açúcar e levedura.

O queijo fresco é fabricado essencialmente com leite de vaca podendo também ser fabricado com leite de cabra.Este queijo é essencialmente feito a partir de bactérias (podendo também ser feito a partir de enzimas), que vão actuar  sobre a lactose transformando-o em ácido láctico. O ácido coalha o leite e dividindo-o em duas fases: fase líquida denominada de soro  sendo a outra fase constituída por coalhos, contendo estes caseína, sais minerais e nata gorda do leite. O leite ultrapasteurizado não é ideal para fazer queijo tendo em conta que já foi fervido, de modo a matar os microorganismos destruídos sendo destruídos também os microorganismos responsáveis pela fermentação láctica. O queijo de coalho, é um queijo que tem uma duração curta ao contrário do queijo curado (queijo maduro e envelhecido) que tem uma maior duração. Os queijos são curados através da adição de bolores e bactérias ( variando os períodos de tempo da adição),  conferindo assim sabores variados e conservam os queijos mais tempo.

 A fermentação é um processo metabólico,  que com a ajuda de alguns microorganismos, obtém energia a partir dos nutrientes tratando-se assim de um processo catabólico, ou seja, é um processo que conduz, através de várias reacções , à degradação de moléculas complexas formando moléculas mais simples, havendo libertação de energia. Consiste em múltiplas reacções redox (oxidação-redução) catalizadas por enzimas na ausência do oxigénio sendo obtido basicamente ATP. Os microorganismos servem-se da glicose, sendo uma das vias metabólicas mais comum  que conduz  à fermentação desta molécula, a glicólise.A glicólise permite que através do consumo da glicose e de ATP seja obtido 2 ácidos pirúvidos  e 4 ATP.

Glicólise

Fermentação Láctica

É um processo metabólico no qual é utilizado a glicose (com a ajuda de bactérias como a Lactobacillus e Streptococcus, no caso do queijo fresco a ser produzido na actividade não sabemos se foram utilizadas enzimas ou bactérias) de modo a  efectuar a glicólise que vai permitir adquirir ácido pirúvico. A redução do piruvato e respectiva combinação com o hidrogénio transportado pelo NADH vai levar à produção de ácido láctico. Através desta fermentação podemos fabricar alimentos como o iogurte e o queijo.

Fermentação Alcoólica

É caracterizada pela produção de etanol e dióxido de carbono.Este processo é realizado por fungos (leveduras) quando colocados em condições anaeróbicas ou seja na ausência do oxigénio.As bebidas alcoólicas como a cerveja, e o pão são possíveis produtos da utilização desta fermentação na indústria.O etanol (produto final) provém da redução do aldeido acético (formado por descarboxilação do piruvato). O rendimento energético da fermentação alcoólica é de 2 ATP provenientes o processo da glicólise.

Fermentação Alcoólica

Material ( Produção de Cerveja de Gengibre )

  • Tábua
  • Chaleira
  • Garrafa de Plástico
  • Faca
  • Taça
  • 1L de Água
  • Ralador
  • Termómetro
  • 150g de Gengibre
  • Limão
  • Saco de Plástico
  • 140g de Açucar
  • Colher Grande
  • Coador
  • Fermento
 

Material (Produção de Queijo)

  • 1L de Leite UHT Gordo
  • 20 gotas de Coalho Líquido
  • 1 Colher (Cha) de Sal
  • Caçarola

Coalho – Quando o leite é transformado em queijo, a caseína(fracção proteíca) e a matéria gorda são concentradas, enquanto outros componentes do leite, especialmente a água, são removidos, constituindo  o soro resultante do fabrico.

Metodologia (Produção de Cerveja)

  1. Descacou-se o gengibre e cortou-se em fatias de 3-5mm de grossura. Esmagou-se bem colocando, por exemplo, as fatias num saco de plástico resistente e esmagando-as.(figura 1)
  2. Colocou-se o gengibre numa taça. Ralou-se a casca de limão por cima e adicionou-se o sumo de limão.(figura 2)
  3. Colocou-se na taça os ingredientes restantes, á excepção do fermento, deitou-se cuidadosamente a água a ferver e mexeu-se.(figura 3)
  4. Tapou-se a taça com um pano limpo e deixou-se o líquido arrefecer até 25-30ºC.(figura 4)
  5. Enquanto esperou-se que o líquido arrefecesse, foi-se preparando as garrafas.(figura 5)
  6. Adicionou-se o fermento ao líquido morno da taça e mexeu-se até que ficasse disperso.(figura 6)
  7. Tapou-se a taça com um pano limpo e deixou-se repousar num local morno durante 24 horas.(figura 7)
  8. Retirou-se o fermento, deixando o sedimento na taça. Coou-se o líquido para as garrafas de plástico, deixando um intervalo de ar de 3-5cm no topo.(figura 8)
  9. Deixou-se a cerveja a fermentar á temperatura ambiente (aproximadamente 21ºC) no máximo 48 horas, colocando depois as garrafas no frigorífico.(figura 9)

Metodologia (Produção de Queijo)

  1. Aqueceu-se o leite, numa caçarola, a 35-40ºC. (figura 10)
  2. Acrescentou-se e mexeu-se o sal. (figura 11)
  3. Acrescentou-se também e mexeu-se o coalho. (figura 12)
  4. Deixou-se repousar durante 45min-1hora. (figura 13)
  5. Após 1 hora, cortou-se com uma faca o leite coalhado e verteu-se para um passador grande e bem limpo. Sem fazer pressão, deixou-se separar o soro. (figura 14)
  6. Deixou-se repousar 15min. (figura 15)
  7. Colocou-se o leite coalhado em caixas de queijos frescos, que se guardaram. (figura 16)
  8. Colocou-se num tabuleiro e levou-se ao frigorífico durante 6 horas. (figura 17)

Resultados e Discussão

 Os resultados obtidos foram os esperados quer na fermentação alcoólica, quer na fermentação láctica, obteve-se respetivamente cerveja e queijo.

Realizou-se a experiência da fermentação alcoólica sem quaisquer problemas graves, apenas não conseguimos completar a experiência toda devido ao facto de a temperatura ter de baixar até aos 30ºC para juntar o fermento. Um outro problema foi não termos tempo para juntar as leveduras, mas para contornar este facto a professora disponibilizou-se para acrescentar o fermento.

Quanto á fermentação láctica, produção de queijo fresco, realizou-se a experiência sem qualquer percalço. Os nossos colegas do turno da manhã tiveram que esperar 1 hora para colocar o queijo nos recipientes, mas não tiveram tempo, por isso o turno posterior completou o processo de fermentação láctica.

Conclusão

Concluindo, em geral foi interessante realizar esta actividade, pois foi uma maneira diferente de ter uma aula. Também achamos que foi importante pois de certa forma fez com que apreendêssemos com mais facilidade os conteúdos  leccionados de forma mais divertida e em grupo. Um outro aspecto importante é o facto de uns dias depois, tivemos oportunidade de provar os produtos confeccionados na aula anterior, proporcionando um momento de descontracção no final da aula.

Bibliografia

  1. Matias, O., Martins, P., et al. Biologia 12-1ª parte. 2011. Areal editores
  2. http://volvox.cienciaviva.pt/Protocols/PDFs/gengibre.pdf
  3. http://pt.scribd.com/doc/91250619/Queijofresco
  4. http://www.youtube.com/watch?v=hE7EJLz3msA
  5. http://www.youtube.com/watch?v=eTbRJjIZOIQ

O Grupo:

Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

Estamos a fazer um estudo no âmbito da disciplina de Biologia do 12º ano proposto pela docente Alexandra Seara, este estudo consiste na observação de células retiradas do epitélio bucal de diversos indivíduos. Fez-se a separação em dois grupos: grupo controlo e grupo exposto, em que os indivíduos do primeiro grupo não podem ter qualquer contacto com álcool e tabaco (os dois agentes em estudo) e os indivíduos pertencentes ao segundo grupo devem ser fumadores e alcoólicos. As células destes dois grupos serão depois analisadas e comparadas, pois este trabalho está a ser realizado com o intuito de observarmos as anomalias nucleares provocadas pelo consumo de álcool e tabaco de modo a comprovarmos que estes agentes são mutagénicos e que o seu consumo é, de facto, extremamente prejudicial para o Homem.

As células quando são expostas a agentes que são de alguma forma prejudiciais para o seu bom funcionamente e que afetam de alguma maneira a sua saudável divisão, dizemos que foram expostos a agentes mutagénicos. Reforçando a ideia anterior referida, com a realização deste trabalho pretende-se avaliar o efeito mutagénico de duas substãncias: o álcool e o tabaco. Os agentes mutagénicos, como pensamos ser o caso do álcool e tabaco, causam anomalias nas células, principalmente a nível nuclear. Existem inúmeras anomalias nucleares, contudo este projeto debruça-se sobre as seguintes anomalias: kariorrexis; picnose; cariólise e existência de micronúcleos; células binucleadas e trinucleadas.

Cariorrexis:   A kariorrexis define-se pela fragmentação do núcleo ou de partes deste: a cromatina desintegra-se e forma granulos aleatórios que ficam dispersos por todo o citoplasma, pois o invólucro nuclear nestas células anómalas é inexistente.

Cariorrexis (Karyorrexis)

Cariorrexis (Karyorrexis)

Picnose: Esta anomalia provoca uma anormal condensação do núcleo, ou seja, o núcleo torna-se muito mais condensado e pequeno e caracteriza-se também por uma coloração do material genético muito mais intensa que o normal.

Picnose (Cariopicnosis)

Picnose (Cariopicnosis)

Cariólise: Ao contrário da Picnose, a Cariólise caracteriza-se por uma dispersão anormal do material genético ou até a completa dissolução da cromatina. Visualmente distingue-se muito facilmente, pois a célula aparenta uma parcial ou total ausência de núcleo e, por isso, a coloração do núcleo será muito desvanecida.

Cariólise (Karyolysis)

Cariólise (Karyolysis)

Micronúcleo: Quando uma célula apresenta, para além do seu próprio núcleo, mais núcleos, mas de menor tamanho que o original, que ser formam durante uma anormal divisão celular, como as restantes anomalias.

Micronúcleo

Um estudo realizado no Brasil em 2002, no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, por Andréa Ramirez e Pedro Saldanha (1)  pretendeu  averiguar a presença de diversas anomalias nucleares nas células  do epitélio bucal tendo em conta o contacto dos indivíduos com agentes agressivos.Neste estudo foi tido em conta somente o contacto com o álcool e o tabaco e diversas variáveis como a idade dos indivíduos, a idade em que iniciou e terminou o consumo dos agentes em estudo.

No total foram estudados 60 indivíduos, 30 pertencentes ao grupo dos expostos e 30 pertencentes ao grupo de controlo,cuja idade se situava entre os 37 e 76 anos.As células bucais dos de controlo foram obtidas de 3 zonas diferentes, da bochecha esquerda (D) e direita (E) e da zona superior da gengiva (F) através de um esfregaço enquanto que a dos expostos foram retiradas a partir de um esfregaço perto da um carcinoma(A), na bochecha do lado oposto do carcinoma (B) e da gengiva (C) . De modo a obter-se resultados concretos e dispersos para a comparação dos expostos com os de controlo foram analisadas 2 mil células por indivíduo.

Apesar do principal objectivo ser a investigação da presença de micro-núcleos, também foram igualmente destacadas a presença de outros anomalias  o que possibilitou quantificar o poder mutagénico da exposição aos agentes em causa.

a/b- Micronúcleo c-binucleada d-cariólise e-kariorréxis f- " ovo partido"

Os resultados conseguidos pelo estudo permitiu verificar que os indivíduos expostos apresentavam um maior número de anomalias nucleares o que averigua o facto de que os agentes em estudo são poderosos agentes mutagénicos responsáveis em certos casos por doenças como o cancro.

Curiosamente o factor idade levou à descoberta de que o número de anomalias é superior nos indivíduos mais novos

Através da análise da seguinte tabela podemos confirmar os resultados, onde os expostos caracterizados por factores como hábitos de fumador (sh) e consumo de álcool (ac) apresentam um elevado número total de micronúcleos  (TMN) e de outras anomalias (não referentes ) em comparação com os de controlo.A existência de anomalias de acordo com a tabela também varia da zona para zona, concentrando-se a maior parte das anomalias na bochecha contrária ao carcinoma.

Legenda: (N )- Frequência de micronúcleos  (T) – Total de micronúcleos  (n)- Número de indivíduos  (MN) – Micronúcleo  (( )) – Células com micronúcleos

 Concluindo ,tanto o tabaco como o álcool são agentes mutagénicos capazes de provocar anomalias nas células o que leva à origem de  cancros, sendo conhecido neste caso o carcinoma ( tumor maligno desenvolvido a partir das células do epitélio bucal).

Bibliografia:

– http://www.funpecrp.com.br/gmr/year2002/vol3-1/pdf/gmr0038.pdf (1)

O Grupo:

Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

   Introdução
       O sangue é um líquido avermelhado muito importante para o nosso organismo, sem este a vida ( pelo menos sob a forma que a conhecemos) não seria possível para a maioria dos animais, incluindo nós, humanos. O sangue circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais. O sangue  é produzido na medula óssea vermelha e tem como função a manutenção da vida do organismo por meio do transporte de nutrientes, toxinas, oxigénio e dióxido de carbono.

    É constituído por diversos tipos de células que estão numa parte líquida denominada de plasma. Essas células são classificadas como leucócitos (Glóbulos Brancos), eritrócitos (Glóbulos Vermelhos) e trombócitos (plaquetas). Os glóbulos vermelhos têm como função transportar oxigénio até às células e dióxido de carbono até aos pulmões pela hemoglobina. A função das plaquetas ou trombócitos é realizar a coagulação do sangue. Os leucócitos ou glóbulos brancos têm como função proteger o organismos de agentes agressores. Existem diferentes tipos de leucócitos, cada um com funções específicas. Existem os granulares (Neutrófilos, Eosinófilos e Basófilos)e os agranulares (Monócitos e Linfócitos),com a excepção dos linfócitos os restantes leucócitos são capazes de realizar a fagocitose e por isso são denominados de células fagocitárias ou fagócitos.
    Os linfócitos podem classificar-se em três tipos : os linfócitos T, os linfócitos B e as células Natural Killer (NK), estes fazem parte da imunidade específica, pois produzem anticorpos para “imobilizar” apenas microorganismos específicos (através do reconhecimento de antigénios específicos.).
     Já os fagocitários (basófilos; neutrófilos, eosinófilos e monócitos) são responsáveis, como o seu próprio nome indica, pela Fagocitose de qualquer microorganismo estranho e prejudicial para o nosso organismo. Fazem parte, então, de um mecanismo de defesa não específico.
   A fagocitose é um processo eficaz que tem como objetivo destruir (através de um processo de digestão) diretamente qualquer microorganismo estranho que invada o nosso organismo, e este é um processo que apenas ocorre nos animais, pois a fagocitose é realizada pelos lisossomas (organelos que apenas existem nas células animais). O processo de fagocitose compreende as seguintes fases: Adesão; Ingestão; Digestão e Exocitose:
   Adesão: Esta é uma primeira fase, em que o microorganismo estranho entra em contacto com a membrana celular.
  Ingestão: Nesta fase seguinte, os fagócitos emitem prolongamentos citoplasmáticos(pseudópodes) que vao englobar o microorganismo, formando o fagossoma.
   Digestão: Logo após à formação da vesícula fagocítica, esta funde-se com um lisossoma primário, formando assim um fagolisossoma. Esta nova vesícula contém enzimas que vão destruir o microorganismo, fazendo assim a sua digestão.
   Exocitose: Esta última fase corresponde à fase em que o produto da digestão realizada anteriormente são eliminados, ficando assim a célula livre do microorganismo.
   Apesar de existirem variados tipos de leucócitos, todos eles, juntamente com os eritrócitos e os trombócitos, são formados no mesmo sítio: a medula óssea, a partir de células estaminais.
 
      A experiência realizada consiste em recolher umas gotas de sangue de um dedo, tratar as gotas e depois analisá-las, mais especificamente analisar os constituintes do sangue, ou seja, o objectivo da experiência foi verificar os diferentes constituintes do sangue: plaquetas; glóbulos vermelhos e leucócitos, com mais  incidência sobre os tipos de leucócitos e a sua quantidade no sangue. A experiência foi possível de ser realizar, através da técnica do esfregaço sanguíneo. Esta técnica permite a separação das células em meio líquido.
  
Material
  • Sangue
  • Corante Hematoxilina
  • Corante Eosina
  • Água Destilada
  • Agulha
  • Lâmina (x 2 )
  • Lamela
Procedimento
  1. Colocou-se a gota de sangue sobre a lâmina, e com a ajuda de outra lâmina espalhou-se bem o sangue;
  2. Deixou se secar na estufa durante 30 minutos;
  3. De seguida procedeu-se à fixação: introduziu-se a lâmina num recipiente com etanol (100%) durante 3 a 5 minutos;
  4. Depois fez se a coloração com Eosina: colocou-se e agitou-se a lâmina em Eosina durante 1 minuto;
  5. De seguida fez-se a coloração com Hematoxilina: colocou-se  e agitou-se a lâmina em Hematoxilina durante 1 minuto;
  6. Lavou-se a lâmina delicadamente em água corrente;
  7. Deixou-se secar a lâmina;
  8. Depois de pronta a preparação, observou-see a analizou-se a mesma.
Resultados
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Discussão dos Resultados
    O nosso o sangue retirado de um membro do grupo foi apenas uma pequena gota, contudo, os resultados obtidos não fugiram muito dos resultados que pretendiamos obter. O que mais e melhor se conseguiu observar foram os glóbulos vermelhos (ou Hemácias ou Eritrócitos). Da mesma maneira, conseguimos também observar inúmeras plaquetas, fragmentos de célula sem núcleo, que se pareciam com pequenas partículas desnecessárias para a células (embora sejam muito importantes).
   Quanto aos leucócitos, são muito menos frequentes que os glóbulos vermelhos ou as plaquetas e têm um tamanho muito maior que estes dois últimos. Dentro dos leucócitos, aquele que observámos mais vezes foi o Neutrófilo, que possui um nucleo polilobulado e apresenta grânulos (são do grupo dos leucócitos granulares). Também deste grupo e observado relativamente frequentemente foi o Eosinófilo, que foi facilmente distinguido através do seu núcleo dilobulado (com dois lóbulos) e, sendo um leucócito granular, possuia também e bem visíveis, muitos grânulos espalhados por todo o seu plasma. Deste grupo, não conseguimos observar nenhum basófilo. Do grupo dos leucócitos agranulares, apenas nos foi possível observar o Monócito, que é bastante fácil de se identificar, devido ao seu núcleo em forma de ferradura, uma vez que faz parte do grupo dos leucócitos agranulares, não possuia grânulos. Não conseguimos observar nenhum linfócito.
   Também identificámos um glóbulo vermelho anormal na gota de sangue: em forma de foice (o que acontece em indivíduos com Drepanocitose).
Conclusão
  O grupo concordou que este foi o trabalho experimental mais engraçado e interessante até hoje feito, para além disso, foi também um trabalho gratificante, pois não só o nosso esfregaço, como os dos nossos restantes colegas foram elogiados, e conseguimos ver exatamente o que imaginámos que iriamos ver.
   Foi um trabalho interessante de se fazer, pois despertou-nos a curiosidade de analisar o sangue do nosso colega, pois a partir deste esfregaço também poderíamos comentar o seu estado de saúde.
   Conseguimos identificar bastantes constituintes do sangue, apenas nos faltou identificar um basófilo e os linfócitos, o que não é de se estranhar, pois os basófilos e os linfócitos são os leucócitos mais raros. Em contraste conseguimos observar imensos Neutrófilos e Eosinófilos, o que bate certo com a teoria, pois estes são os mais frequentes no sangue. Devido a estes resultados podemos então concluir que esta experiência veio corroborar a teoria anteriormente assimilada.
   Achámos assombrosa a quantidade de Eritrócitos e Plaquetas presentes em apenas uma pequenissíma gota de sangue e também a diferença entre a quantidade destes últimos referidos em relação à quantidade de Leucócitos.
   Se esta fosse uma análise clínica, poderíamos concluir que o nosso colega se encontra saudável, pois não tem excesso de leucócitos no sangue e também não sofre de anemia, pois a quantidade de hemácias encontra-se em normais quantidades.

O Grupo:

Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

Olá a todos! Desta vez estamos aqui para vos falar acerca de um fenómeno que ocorre, não só no nosso organismo, mas no de todos os seres vivos: as mutações.

Uma mutação é uma mudança permanente numa determinada porção do ADN, ou seja, num gene ou no cromossoma. Um gene é um sequência específica de três bases azotadas (Adenina; Timina; Guanina e Citosina)- um tripleto e localiza-se num cromossoma, que é uma longa porção de ADN e contém vários genes. Podemos definir então uma mutação como um erro, uma deleção ou uma “troca” (entre outros)  na sequência das bases azotadas, que levará à anomalia no determinado gene ou cromossoma que sofreu mutação.

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Mutações Génicas

Substituição

   Dá-se a substituição de uma base do DNA por outra, que tem como consequência a substituição de um aminoácido por outro na proteína codificada. A estrutura e a função da proteína podem ser alteradas. (ex: anemia falciforme).

Nonsense

   Dá-se a substituição de uma base do DNA de tal modo que, no RNAm, um codão que especifica um aminoácido é alterado para um codão de terminação. Esta mutação vai originar uma proteína mais curta ou  do que a proteína normal, alterando a sua estrutura e função.

Inserção

   Dá-se a adição de uma base azotada. A base vai alterar a ordem dos codões, alterando completamente a mensagem do gene, alterando também os aminoácidos correspondentes ao tal gene e, consequentemente, a proteína por este constituída.

Deleção

   Dá-se a remoção de uma ou mais bases do DNA. A remoção de bases  altera completamente a ordem dos codões e a sua constituição, alterando a mensagem do gene e, como consequência, o aminoácido produzido, que por sua vez tornará anormal a proteína em que se inserirá.

Mutações Cromossómicas

Mutações Cromossómicas Estruturais

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Deleção

O cruzamento de cromossomas e quebra nos pontos de cruzamento dá origem a uma reconstituição em que um segmento do cromossoma é eliminado, eliminando assim informação genética.

Translocação

  Há transferência de segmentos entre cromossomas não homólogos, havendo trocas de informação.

Duplicação

Dá-se a duplicação da cópia de uma dada região cromossómica, esta está frequentemente associada à delecção no correspondente cromossoma homólogo. Os efeitos variam em função da extensão e do tipo de informação repetida.

 Inversão

Dá-se a remoção de um segmento do cromossoma  e inserção numa posição invertida num outro local deste.

Mutações Cromossómicas Numéricas

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   Monossomia

   Ausência de um dos homólogos num dado par.

  Polissomia

   Há a presença de um ou mais cromossomas extra.

  Nulissomia

   Ausência dos dois cromossomas de um par de homólogos . Se esta mutação afetar o par sexual no homem, a nulissomia é letal.

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   Haploidia

   Perda de metade do material genético, em que o indivíduo passa a ter falta de informação genética. Os indivíduos resultantes são, no geral, estéreis, devido a irregularidades na meiose, decorrentes da dificuldade de emparelhamento cromossómico.

   Poliploidia

   Ganho de material genético, em que o indivíduo passa a possuir mais informação genética que o normal.

  “

   Aneuploidia

  Causa a existência de cromossomas a mais ou a menos em relação ao número normal. Geralmente envolve apenas um único par de cromossomas e esta mutação pode ser autossómica ou heterossómica.

Realmente, os genes, localizados nos cromossomas, são os responsáveis pelas características que todos apresentamos. Estes manifestam-se porque o nosso material genético é transcrito para RNA e este, por sua vez, é traduzido em aminoácidos que juntos formam proteínas. É durante este processo e o processo de divisão celular (na fase s- replicação do DNA) que podem ocorrer mutações: a cadeia de ADN poder ser mal lida e transcrita pela RNApolimerase, alterando depois os codões, sequência de três bases azotadas (Adenina; Uracilo; Guanina e Citosina) que serão fundamentais na tradução para proteínas. Por exemplo, imaginemos que o tripleto ATC é responsável pela produção de uma proteína envolvida na digestão. Um caso de uma mutação seria que a RNApolimerase, em vez de ler este tripleto, saltaria uma base azotada (assim leria o tripleto AGC, por exemplo e não ATC.). Deste modo a RNApolimerase transcreveria o codão UCG por exemplo e não o codão correcto, que seria UAG. Este erro levaria à tradução num aminoácido diferente do que deveria ser traduzido e este aminoácido levaria à formação de uma proteína anormal.

Mas como é que uma mutação se expressa exteriormente? Neste caso, esta proteína importante na digestão, estaria agora presente, mas anormal, logo a digestão seria sempre mal feita, ou seja, esta mutação manifestaria-se, provavelmente, numa doença relacionada com a digestão.

Na divisão celular, as mutações ocorrem, como já foi referido, durante a fase S, que é a fase em que o ADN é replicado. Nesta fase o processo de formação de uma mutação é muito semelhante ao do processo de formação de uma mutação durante a síntese proteica, só que o DNA é lido e transcrito pela DNApolimerase e não plea RNApolimerase.

Os seres vivos eucariontes, apesar de terem um sistema muito mais complexo e com muitos mais genes, estão menos sujeitos à formação de mutações do que os seres procariontes, porque se bem se lembram, os procariontes não têm invólucro nuclear, por isso dizemos que possuem um nucleóide e não um núcleo. O invólucro nuclear tem para os eucariontes um papel essencial, pois na síntese protéica dos eucariontes, após a fases da Transcrição, há a fase do processamento, nesta fase são escolhidos os codões necessários e os codões desnecessários, em que os primeiros serão designados de exões e os segundos de intrões. Assim podemos dizer que antes do processamento temos RNA pré-mensageiro e depois do processamento temos RNA mensageiro ou maduro, pronto para a próxima fase. O processamento, reduzindo o número de codões que serão traduzidos, reduz também a possibilidade de mutações. Os seres vivos mais simples, como não têm esta fase na sua síntese protéica traduzem todo o seu material genético, aumentando assim o risco de sofrerem mutações.

Processamento

Processamento

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Para além deste factor, possuímos um outro factor que reduz a possibilidade de ocorrerem mutações: os pontos de controlo. Os pontos de controlo do ciclo celular funcionam como pontos de vigia, onde a célula verifica se está tudo normal na sua constituição ou se existem anomalias de tal modo fatais, que a célula se tenha de se auto-destruir (apopotose celular).

Existem três momentos em que os mecanismos de regulação atuam:

  • Na fase G1 – No final desta fase algumas células não estão em condições de iniciar um novo ciclo, estas células permanecem num estágio denominado G0.
O estado G0 é quando a célula permanece toda a sua vida sem se dividir  mais.
  • Na fase G2-Caso a replicação do DNA não tenha sido feita correctamente, o ciclo pode ser interrompido e a célula volta a iniciar a fase S, no caso de o erro ser incorrigível, a célula entra em apoptose celular.
  • Na Metáfase-  No final da metáfase há a verificação da ligação do fuso acromático com os cromossomas, de forma a que migre sempre um dos cromatídeos para cada pólo.

Neste caso, o que nos interessa é o ponto de controlo em G2 , porque, como já foi referido, as mutações na divisão celular ocorrem durante a fase S e este ponto de controlo verifica se ocorrem erros ao nível da leitura e replicação do material genético, interrompendo o ciclo caso haja algum erro ou anomalia no material duplicado.

Apesar destes dois factores que contribuem para diminuir o risco de ocorrerem mutações nos seres vivos, as mutações continuam a ocorrer, ou porque o ponto de controlo é suficientemente eficaz para levar a célula à sua destruição (ou muitas vezes porque nem consegue detectar a anomalia) ou porque a mutação ocorre ao nível dos codões necessários (exões), e deste modo não vale de nada eliminar os intrões, porque a mutação não se encontra nestes. Caso a mutação se encontre nos intrões, então esta mutação designa-se de “Mutação silenciosa”, pois nunca se manisfestará, o mesmo acontece quando a mutação ocorre a nível dos exões, mas não altera o produto final, ou seja, não altera a proteína. Isto pode ocorrer pois vários genes podem codidficar uma mesma proteína e pode ocorrer que a troca de bases azotadas leva à formação de um mesmo aminoácido, que levará à formação da proteína pretendida, devido à redundância do código genético. (5) Para além disso, a mutação também se pode dar num gene que seja menos importante na proteína e na sua função, por isso a mutação não se manifestará, tornando-se uma mutação sinónima.

Mas esta nossa associação da palavra “Mutação” a uma coisa má e dispensável está errada. Muitas vezes pensamos que as mutações são apenas responsáveis pela causa de doenças ou anomalias do organismo, mas existem muitos casos em que as mutações são benéficas.

Por exemplo, sabemos que existem seres vivos mais simples que fazem reprodução assexuada (que têm por base processos de mitose). Estes indivíduos, uma vez que não têm parceiros sexuais com diferente informação genética, vão originar descendentes que têm o material genético exactamente igual ao do seu progenitor. Caso ocorram alterações ambientais, uma vez que nesta espécie todos os seres terão a mesma informação genética, todos reagirão às alterações de igual forma, o que significa que se estas alterações forem mortíferas para a espécie nenhum ser desta espécie sobreviverá, o que causará graves consequências, como a extinção da espécie.

A única forma de haver uma diferença ou uma mudança no material genético desta espécie, seria a ocorrência de uma mutação, que levaria a uma alteração do DNA de um organismo, que se reproduziria, dando origem a descendentes com esta alteração no material genético e assim sucessivamente, até alterar o fundo genético desta espécie, e torná-la mais forte e mais resistente a certas alterações ambientais.

Uma mutação muito benéfica para o ser humano é a mutação CCR5, que aumenta a resistência contra o vírus HIV nos indivíduos homozigóticos e atrasa a manifestação da SIDA nos indivíduos heterozigóticos. (5)

Algumas mutações ocorrem espontâneamente, mas outras são induzidas, pois são causadas por alguns fatores,  estas ocorrem com muita frequência, quando o indivíduo é exposto a certos agentes: agentes mutagénicos.

Neste trabalho iremos analisar dois agentes mutagénicos em simultâneo: O álcool e o tabaco.

Consumo excessivo de álcool e de tabaco

Consumo excessivo de álcool e de tabaco

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Todos nós já sabemos que não devemos consumir tabaco e bebidas alcoólicas. Supondo que estes são dois agentes mutagénicos para as nossas células epiteliais bucais (e não só), podemos deduzir que se os consumirmos frequentemente e em grandes quantidades, acabamos por  ficar gravemente doentes e que estes irão provocar mutações que poderão vir, mais tarde, a originar vários tipos de cancro, entre os quais cancro da boca.

O tabaco, de acordo com um estudo publicado na revista Chemical Research in Toxicology, da American Chemical Society, causa danos no DNA em 30 minutos devido a inalação periódica do fumo, para além dos outros aspetos negativos ja conhecidos do tabaco, como o cancro pulmona (90% dos casos do cancro no pulmão estão associados ao uso do cigarro, também 97% dos casos de cancro na laringe estão relacionados com o facto de a pessoa ser fumadora e ainda 25% dos casos de cancro em geral está associado ao tabaco); o envelhecimento da pele e cancro da mesma (50% dos casos),  é ainda responsável por 25% das mortes por doença do coração; 85% das mortes por bronquite e enfisema;  25% das mortes por derrame cerebral. Para além destes principais efeitos, o tabaco também pode estar na origem de doenças respiratórias (como a bronquite crónica, enfisema e asma); doenças gastrointestinais (como a doença de refluxo gastro-esofágico ou úlceras pépticas) e ainda tem impacto em doenças relacionadas com as hormonas (como é o caso da Osteoporose ou até a Menopausa precose). No caso de gravidez, pode causar desde apenas impacto no peso e crescimento do bebé até graves atrasos mentais. Para além de todos estes impactos negativos e muito nocivos, o tabaco ainda, ao contrário do álcool, não afeta apenas quem o consome, mas também todas as restantes pessoas que rodeiem o fumador, tornando-as pessoas fumadoras passivas, que sofrem os mesmos impactos que um fumador ativo.

O tabaco é mortal!!!

O tabaco é mortal!!!

De acordo com a Universidade de Utah, que investigou as mutações genéticas num gene que determina a estrutura do recetor da nicotina no cérebro, verificou-se que jovens que começaram a fumar antes do 17 anos, tinham uma cópia duplicada do gene relacionado com a nicotina e tinham cinco vezes mais hipóteses deentrar no vício do cigarro em adultos. Aqueles que começaram a fumar a partir dos 17 anos a hipótese de ficar viciado era bem menor.praticamente 30 minutos de inalação dessas substâncias, para além dos outros aspetos negativos ja conhecidos que aparecem após vários anos.

Com isto podemos afirmar que o tabaco é um agente mutagénico bastante eficaz, no aspeto negativo, podendo provocar mutações no DNA após 15 a 30 minutos da inalação. Estas mesmas mutações podem não aparecer no momentos, mas anos mais tarde fumadores podem manifestar doenças.

O alcoól, tal como o tabaco, é um agente mutagénico e tal como o tabaco, há consequências em caso de consumo em exagero. Consequências como falta de equilíbrio, perda da fala temporariamente, tonturas, a dependência desta substância e também após alguns anos podem aparecer certas doenças, também perigosas. Contudo, quais serão os efeitos que este provocará no sistema com o qual contacta directamente: o sistema digestvivo?

Efeitos do álcool

 Tipos de Anomalias

As células ao contactarem com os agentes mutagénicos vão sofrer mutaçãos. Tendo como consequência o aparecimento de anomalias nas células.Embora existam vários tipos de anomalias nucleares,  apenas nos vamos referir a quatro, a Picnose, kariorexis, kariolise e a existência de micronúcleos.

A Picnose é uma anomalia nuclear que se baseia na condensação da cromatina, e a consequente condensação do núcleo, de uma célula que está a entrar em apoptose ou seja morte celular. Numa fase mais avançada o núcleo começa a fragmentar-se dando lugar à anomalia kariorexis, ocorrendo  uma distribuição anormal da cromatina ao longo do citoplasma. A Kariolise é a fase final que corresponde à completa dissolução da cromatina, levando ao desparecimento do núcleo devido à acção de RNAases e DNAases.

Picnose, Kariorexis e Kariolise

Os micronúcleos são anomalias que ocorrem devido a uma falha na transição da metáfase- anáfase tendo como consequência o surgimento de mais do que um núcleo.
Micronúcleos
   Em condições normais, na Metáfase os bivalentes ligam-se a microtúbulos no fuso acromático pelos centrómeros, de modo a formar  a placa equatorial para que depois, na etapa seguinte, a anáfase, cada cromatídeo dos cromossomas se separe e migre para os diferentes polos do fuso acromático.
Mitose em condições normais

Mitose em condições normais

Anáfase em condições normais

Anáfase em condições normais

” 

Em caso de mutação, os micronúcleos podem surgir:

  •      Quando há fragmentos de um cromossoma que têm falta de um centrómero;
  •      Quando o cromossoma não é capaz de se separar ( há migração dos dois cromatídeos para o mesmo polo do fuso acromático.)
Bibliografia 

1-http://learn.genetics.utah.edu/archive/mutations/index.html

2-http://www.brasilescola.com/biologia/mutacao.htm

3-http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_celular

4-http://biologia-ap.no.comunidades.net/index.php?pagina=1105094525

5-http://pt.wikipedia.org/wiki/Muta%C3%A7%C3%A3o#Muta.C3.A7.C3.B5es_silenciosas

6-http://www.biology-online.org/2/7_mutations.htm

7-http://fitomedicina-fitomedicina.blogspot.com/2011/02/tabaco-pode-causar-mutacoes.html

8-http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080711_geneticacigarro_fp.shtml

9-http://www.crios.be/genotoxicitytests/micronucleus_test.htm

10-http://en.wikipedia.org/wiki/Karyolysis

11-http://www.nature.com/nature/journal/v401/n6749/full/401127a0.html

12-http://www.minerva.uevora.pt/publicar/wq_fumar/doencas.htm

 

O Grupo:

Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

Introdução

   No dia 12 do 10 de 2011 foi realizada a experiência ” Como ocorre a fecundação num Ouriço-do-mar?” para se poder observar os espermatozóides do ouriço macho e os oócitos II do ouriço fêmea, e depois a sua união e ainda algumas das etapas do desenvolvimento embrionário do ouriço.

   Os ouriços-do-mar são animais de sexos diferentes, contudo externamente não se consegue diferenciar os ouriços machos dos ouriços fêmeas, esta diferenciação só é possível quando ambos libertam os seus gâmetas, pois o ouriço fêmea liberta um líquido alaranjado e o ouriço macho segrega um líquido amarelado. Caso se abra os ouriços, pode-se ver que as gónadas do ouriço fêmea são laranjas e as gónadas dos ouriços machos são amarelas (fig.1), pois estes animais não têm dimorfismo sexual.

À esquerda um ouriço macho e à direita um ouriço fêmea.

                               fig.1- À esquerda ouriço fêmea e à direita

                                     ouriço do mar macho.

     Os ouriços-do-mar têm fecundação externa. Então como é que no mar os gâmetas dos ouriços macho e fêmea se encontram? Os óvulos libertados pela fêmea produzem uma substância química que atrai os espermatozóides da mesma espécie, caso contrário, seria quase impossível o encontro dos gâmetas de animais da mesma espécie (1).

                                           O que se espera…

   Após a fecundação há a formação do ovo ou zigoto, este desenvolver-se-á, passando pelo estado de mórula; blastocisto e gástrula até formar um novo ser quase completo, que após a metamorfose, se tornará num jovem ouriço-do-mar (fig.2).

fig.2- Ouriço-do-mar

      Para que o espermatozóide libertado pelo macho consiga fecundar o óvulo libertado pela fêmea é necessário que este consiga transpor a zona pelúcida do óvulo, para isso oespermatozóide terá de libertar as enzimas que contém no seu acrossoma, de maneira que estas consigam “penetrar” a zona pelúcida. A esta reação dá-se o nome de reação acrossómica: a membrana do acrossoma funde-se com a membrana o núcleo do espematozóide, deste modo, as enzimas que se encontravam dentro deste acrossoma serão libertadas, dirigindo-se para a zona pelúcida do óvulo, penetrando-a, permitindo então a fertilização do óvulo.

    Assim que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, os grânulos corticais libertam o seu conteúdo para o meio extracelular, formando uma membrana muito resistente à volta do óvulo, esta membrana é designada de membrana de fecundação e impede que outros espermatozóides fecundem o óvulo. Deste modo, um óvulo nunca poderá, num a situação normal, ser fecundado por mias que um espermatozóide.

    Após a formação do ovo ou zigoto, dá-se o desenvolvimento embrionário, que pode ser dividido em três principais fases: a segmentação; a gastrulação e a organogénese.

   Segmentação

 Ocorre uma sequência de divisões celulares que darão origem às primeiras células: os blastómeros. O embrião passa pela fase de mórula até atingir o estado de blastocisto. Nesta fase o embrião é constituído pelo botão embrionário; o trofoblasto e o blastocélio.

A- Botão Embrionário

B- Trofoblasto

C- Blastocélio

   Gastrulação

Continuam as divisões celulares, ocorrendo rearranjos espaciais de grupos de células, uns em relação aos outros, até atingirem determinadas posições, através da morfogénese. No final deste processo o embrião atinge o estado de grástrula (fig.3).

fig.3 – Estado de gástrula num ouriço-do-mar

   Organogénese

– Ocorrem fenómenos de diferenciação celular, dos quais resulta a constituição dos diversos tecidos; orgãos e sistemas de orgãos que formam o indivíduo. (2 e 3).

A- óvulo

B- Ovo ou Zigoto

C- Início da primeira mitose

D- Dois primeiros blastómeros

E e F- Quatro blastómeros

G- Início da formação da mórula

H- Mórula formada

I- Blastocisto

   Após a formação da larva (que ocorre após 24 horas), com braços (plúteo, como é mostrado no vídeo acima), esta sofre metamorfose, originando assim, por fim, o ouriço-do-mar.

Material

  • Tina com gâmetas femininos de ouriços-do-mar;
  • Tina com gâmetas masculinos de ouriços-do-mar;
  • Três lâminas escavadas;
  • Microscópio óptico;
  • Três seringas.

Procedimento

  1. Numera-se de 1 a 3 as lâminas escavadas;
  2. Com a seringa, coloca-se uma gota do líquido da tina com os gâmetas masculinos sobre a lâmina escavada 1;
  3. Observa-se a lâmina 1 ao microscópio com a objectiva de ampliação total 1o0x;
  4. Com a seringa, coloca-se uma gota do líquido da tina com os gâmetas femininos sobre a lâmina escavada 2;
  5.  Observa-se ao microscópio, com a objectiva de ampliação total 1o0x, a lâmina 2;
  6. Adiciona-se o líquido da tina que contém os gâmetas femininos ao líquido da tina que contém os gâmetas masculinos;
  7. Agita-se a “mistura” e espera-se durante alguns segundos;
  8. Coloca-se uma gota do líquido resultante da “mistura” dos gâmetas femininos e masculinos sobre a lâmina escavada 3;
  9. Observa-se ao microscópio a lâmina 3, com a objectiva de ampliação total 100x;
  10. Após uma hora da realização da etapa anterior, coloca-se uma gota do líquido resultante da “mistura” referida anteriormente sobre a lâmina escavada;
  11. Observa-se ao microscópio a lâmina regista-se os progressos;
  12. Após um quarto de hora da realização da etapa 11 volta-se a observar ao microscópio, com a objectiva de ampliação total 1o0x, uma gota do líquido resultante da “mistura” e regista-se, novamente, o observado;
  13. Para observar os estados de blástula; gástrula e larva, deve-se realizar observações de uma gotado líquido resultante da junção dos gâmetas femininos e masculinos após um; dois e cinco dias, respectivamente.

Resultados

      1- Espermatozóides (ampliação total 400x)

“”

2- Oócito II (ampliação total 1ooox)

3- Óvulos não fecundados (é possível observar paramécias a alimentarem-se destes óvulos)

4- Ovo ou Zigoto

5- Dois primeiros Blastómeros

6- Blástula

7- Gástrula inicial

8- Larva.

 

Discussão de Resultados

           Os resultados obtidos não foram os esperados, mas no turno seguinte, conseguiram observar os espermatozóides, óvulos, bem como a fecundação, onde houve a união desses dois gâmetas.A membrana de fecundação (formada através do conteúdo libertado através dos grânulos corticais e tem como função não permitir a entrada de mais espermatozóides)  também era visível. Após a fecundação foi possível observar o ovo ou zigoto, onde irá haver sucessivas mitoses, levando à consequente observação das próximas estruturas, como por exemplo, os dois primeiros blastómeros.

Conseguiu-se observar também os estado de blástula e foi possível identificá-la pois, normalmente tem uma forma esférica e apresenta na superfície uma camada de células a rodear uma cavidade, o blastocélio.

 Observou-se também a gástrula, no seu estado inicial, resultante da gastrulação, pois verificou-se que ocorreu rearranjos de grupos de células.

Através do processo organogénese, houve diferenciação celular, da qual resultou a constituição dos tecidos, orgãos e sistemas de orgãos e, como consequência, foi possível observar o estado larval destes equinodermes.

 

Conclusão

         A actividade a ser executada, sofreu um pequeno contratempo, isto devido à escassa quantidade de ouriços e ao estado que estes se encontravam. Apesar disto, foi conseguido o desejado através da visualização dos resultados dos nossos colegas.

 O turno que sucedeu ao nosso, conseguiu a captura de pelo menos um ouriço fêmea e de um ouriço macho ambos vivos, possibilitando assim a apreensão do que era pretendido da actividade através das fotos tiradas pelos nossos colegas nas quais nos baseamos para elaborar a nossa postagem.

Para nossa infelicidade não foi possível assistir as diferentes fases (segmentação,gastrulação,organogénese) visto que ocorreram em períodos fora do horário escolar.Contudo,  foi possível fotografar as várias fases com a ajuda da docente Alexandra Seara, permitindo assim a identificação dos vários estados que engloba o ovo, os dois primeiros blastómeros, blástula, gástrula inicial e o seu estado de larva.

Apesar dos aspectos negativos da actividade, também houve aspectos positivos na medida em que foi possível atingir os  alguns dos objectivos   e obter conhecimentos sobre como ocorre a fecundação nos ouriços e quais os diferentes estados pelo qual o desenvolvimento passa, também encaramos como uma preparação para futuras experiências que não seja obtido o desejado.

 

Bibliografia

1-

http://area.dgidc.min-edu.pt/escola_movel/o_farol/ex_ouricos_tomas.htm

2-

Matias, O., Martins, P., et al. Biologia 12-1ª parte. 2011. Areal editores

3-

http://biologia-anamarta.blogspot.com/2007/11/nos-ourios-do-mar-fecundao-externa.html

2

O Grupo:

    Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

Introdução

   No dia 28 de setembro de 2011 foi realizada a actividade Intitulada de “Observação de gâmetas femininos e masculinos” no âmbito da disciplina de Biologia com o ojectivo de complementar o conhecimento teórico acerca desta matéria. Esta  actividade consistiu na visualização microscópica de uma preparação definitiva de ovários e de testículos de mamíferos.

Pretendeu-se observar as células que se encontram nas gónadas, quer femininas, quer masculinas.

As gónadas são órgãos que fazem parte do sistema reprodutor. Existem gónadas femininas e gónadas masculinas (no caso do mamífero, as gónadas femininas são os ovários e as gónadas masculinas são os testículos). É nas gónadas que são produzidos os gâmetas, células haplóides que são muito importantes, pois a união do gâmeta feminino com o gâmeta masculino dará origem a um novo ser. Contudo, antes dos gâmetas estarem completamente desenvolvidos, estes passam por um processo de desenvolvimento, no caso feminino este processo chama-se Oogénese e no caso masculino é a Espermatogénese.

     1- Gónadas Femininas
 
 2 – Gónadas Masculinas
 
 

A Oogénese trata-se, como já foi referido, do processo de produção dos gâmetas femininos. Este engloba quatro fases: A multiplicação; crescimento; repouso e maturação. A primeira fase, dá-se durante o desenvolvimento embrionário e consiste na multiplicação das oogónias (células 2n), através de mitoses sucessivas. Na segunda fase, há a passagem de oogónia para oócito I, este inicia a Meiose Reducional, mas fica retido na Profase I durante toda a infância, até à puberdade, passando pela fase de repouso. Finalmente, na puberdade, dá-se a última etapa da Oogénese: A Maturação- nesta fase o oócito I continua a Meiose e transforma-se em oócito II (célula com 23 cromossomas e 46 cromatídeos), a Meiose Equacional é interrompida na Metafase II e esta só continua se o oócito II for fecundado, transformando-se este em óvulo. Os oócitos encontram-se dentro de folículos, que vão amadurecendo entretanto. Estes podem passam por vários estados: Folículo Primordial; Folículo Primário; Folículo Secundário; Foliculo Terciário e Folículo de Graaf ou maduro (máxima maturação e libertação do oócito). (2)

3-Oogénese

Oogénese

Relativamente à Espermatogénese, que consiste na produção de espermatozoides, esta divide-se em quatro fases: Multiplicação; Crescimento; Maturação e Diferenciação. A Multiplicação dá-se ainda na fase embrionária e dá-se a multiplicação das espermatogónias ( células 2n), que se encontram nos túbulos seminíferos, por mitoses sucessivas. Na fase do crescimento dá-se a formação do espermatócito I (célula 2n, maior que a espermatogónia). De seguida, na maturação, dá-se a passagem de espermatócito I para espermatócito II (23 cromossomas e 46 cromatídeos), por Meiose I e a transformação de espermatócito II em espermatídeos (células de 23 cromossomas e 23 cromatídeos), através da Meiose II. Por fim, na Espermiogénese, ocorre a diferenciação do espermatídeo para espermatozoide, onde há a formação do flagelo e da vesícula acrossómica, que contém o acrossoma (conjunto de enzimas hidrolíticas que serão utilizadas na fecundação). É importante referir também neste trabalho, as células de Leydig e as células de Sertoli. Estas últimas encontram-se dentro dos túbulos seminíferos e são células muito importantes para o desenvolvimento dos espermatozoides, pois conferem-lhes nutrientes. Já as células de Leydig encontram-se fora dos túbulos seminíferos, mas são também muito importantes no sitema reprodutor masculino, pois produzem a Testosterona. (3)

Espermatogénese

Observação de gónadas femininas

Material

   Nesta actividade o material utilizado foi:

  • Preparações definitivas de cortes histológicos de ovários de mamíferos;
  • Microscópio composto icc50 (Leica)

Procedimento 

  1. Observação das preparações definitivas de ovários de humano; coelho e gato, utilizando diferentes ampliações;
  2. Captura de imagens dos diferentes estados de maturação dos folículos. (1)

Resultados 

1- Folículo Primordial

2- Oócito I

3- Células Foliculares                   (Ampliação total 100x)

(ampliação total 400x) 

4- Folículo Primário

5- Oócito I

6- Camada Granulosa

7- Zona Pelúcida

8- Folículo Secundário

9- Formação de uma cavidade folicular

10- Camada granulosa

11- Zona Pelúcida

12- Oócito I

13- Teca

14- Folículo Terciário

15- Oócito I

16- Continuação da formação da cavidade folicular

17- Zona Pelúcida

18- Camada Granulosa

19- Tecas Interna e Externa

20- Folículo de Graaf ou Folículo Maduro

21- Oócito II

22-Zona Pelúcida

23- Células Foliculares a rodear a camada pelúcida

24- Cavidade Folicular totalmente formada

25- Camada Granulosa

(ampliação total 100x)

        Discussão dos resultados

   Os resultados obtidos coincidiram com os resultados esperados. Conseguiu-se observar de forma nítida todos os estados de maturação dos folículos. Contudo, a visualização dos oócitos foi pouco esclarecedora, pois esperava-se conseguir ver os oócitos com uma maior ampliação.

   O folículo mais fácil de se encontrar foi o Folículo de Graaf, devido ao seu tamanho e por estar, também, muito nítido. Foi o folículo mais interessante de se observar, pois foi o folículo que, observado em prática, se pareceu mais com as imagens que já haviam sido vistas nos manuais e internet. O outro foi o folículo secundário, e neste conseguiu-se observar que tinha uma tamanho superior ao dos folículos primários e primordiais. Também neste folículo foi possível ver a a camada granulosa, bem como a teca (camada de células a rodear o folículo).

   Os folículos mais difíceis de se encontrar foram o folículo primordial e o folículo primário, pois os ovários de gato e coelho continham maioritariamente folículos mais maduros e os poucos folículos primordiais e primários tinham sido cortados ,provavelmente, quando foram feitas as preparações de forma a que o oócito parecia que tivesse sido removido. Teve-se de recorrer à observação de ovários de humano, retirados de outro grupo, para que se pudesse observar os folículos primordiais e primários. Foi possível a distinção dos dois pois o folículo primordial apenas continha o oócito e células foliculares, no entanto, essas células foliculares apresentam uma forma cúbica no folículo primário.

Observação de gónadas masculinas

Material

  • Preparações definitivas de cortes histológicos de testículos de mamíferos.
  • Microscópio composto icc50 (Leica)

Procedimento

  1. Observação de preparações definitivas de testículos de rato e de humano, utilizando diferentes ampliações;
  2. Captura de imagens dos diferentes estados de desenvolvimento dos gâmetas masculinos. (1)
Resultados
1- Tubúlos Seminíferos
(ampliação total 100x)
2- Espermatogónia
3- Espermatócito I
4- Espermatócito II
5- Espermatídeo
(ampliação total 400x)
6- Espermatozoides 
7- Células de Leydig
8- Células de Sertoli
(ampliação total 100x)
Discussão dos resultados
      Novamente, os resultados obtidos foram os resultados esperados. O objectivo de observar os diferentes estados de desenvolvimento dos gâmetas masculinos foi conseguido. Conseguiu-se distinguir as Espermatogónias, porque estas encontram-se mesmo na periferia dos túbulos seminíferos. Também foram encontrados os espermatócitos I, pois estes são muito mais volumosos que as espermatogónias. Os espermatócitos II encontram-se abaixo destes últimos, e têm menos volume do que estes. Os espermatídeos foram facilmente encontrados devido à sua forma alongada. Os espermatozoides foram também observados sem obstáculos, pois estão concentrados no centro e têm um grande comprimento.
   As células de Sertoli, que fornecem nutrientes aos espermatozoides e eram difíceis de identificar, pois estavam dispersas nas células dos tubos seminíferos. O mesmo aconteceu com as células de Leydig, mas aumentado a ampliação e escurecendo o campo de visão era possível identificá-las, já que eram células bastante mais claras que as restantes.
Conclusão

       A execução da actividade correu conforme planeado sem qualquer dificuldade, tirando o factor tempo que não possibitou fotografar a preparação definitiva dos testículos. Na observação das gónadas femininas, foi possível observar diversos constituintes, tais como os folículos entre os quais o primordial,  secundário, terciário e o folículo  de Graaf ou folículo maduro. Apesar de ser esperada a observação de um corpo amarelo, este desejo não se realizou, não haviam corpos amarelos nos ovários observados, o que permite concluir que não chegou a haver ovulação, ou, se houve ovulação, que o oócito II não foi fecundado, não havendo estímulo, assim, do corpo amarelo, levando à sua degeneração.

   Relativamente à observação das gónadas masculinas, pude-se visualizar os tubúlos seminíferos , que são constituídos internamente pelas Espermatogónias; pelos Espermatócitos I; Espermatócitos II; Espermatídeos; Espermatozoides e Células de Sertoli, que fornecem nutrientes a estes últimos (4). Para além destes constituintes, também foi possível observar as células de Leydig, que são responsáveis pela produção de Testosterona: hormona muito importante envolvida na pseudo manutenção do sistema reprodutor (5).

            A experiência realizada permitiu pôr em prática os conhecimentos acerca da constituição das gónadas masculinas e femininas e obter uma ideia mais clara sobre como são a nível estrutural, ainda foi útil para esclarecer algumas dúvidas que surgiram ao longo da actividade e dúvidas que já existiam antes da mesma.

Bibliografia

  1. Matias, O., Martins, P., et al. Biologia 12-1ª parte. 2011. Areal editores.

  2.  
                    O Grupo:
        Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

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