Bem vindo ao mundo da Biologia !

Introdução

   No dia 28 de setembro de 2011 foi realizada a actividade Intitulada de “Observação de gâmetas femininos e masculinos” no âmbito da disciplina de Biologia com o ojectivo de complementar o conhecimento teórico acerca desta matéria. Esta  actividade consistiu na visualização microscópica de uma preparação definitiva de ovários e de testículos de mamíferos.

Pretendeu-se observar as células que se encontram nas gónadas, quer femininas, quer masculinas.

As gónadas são órgãos que fazem parte do sistema reprodutor. Existem gónadas femininas e gónadas masculinas (no caso do mamífero, as gónadas femininas são os ovários e as gónadas masculinas são os testículos). É nas gónadas que são produzidos os gâmetas, células haplóides que são muito importantes, pois a união do gâmeta feminino com o gâmeta masculino dará origem a um novo ser. Contudo, antes dos gâmetas estarem completamente desenvolvidos, estes passam por um processo de desenvolvimento, no caso feminino este processo chama-se Oogénese e no caso masculino é a Espermatogénese.

     1- Gónadas Femininas
 
 2 – Gónadas Masculinas
 
 

A Oogénese trata-se, como já foi referido, do processo de produção dos gâmetas femininos. Este engloba quatro fases: A multiplicação; crescimento; repouso e maturação. A primeira fase, dá-se durante o desenvolvimento embrionário e consiste na multiplicação das oogónias (células 2n), através de mitoses sucessivas. Na segunda fase, há a passagem de oogónia para oócito I, este inicia a Meiose Reducional, mas fica retido na Profase I durante toda a infância, até à puberdade, passando pela fase de repouso. Finalmente, na puberdade, dá-se a última etapa da Oogénese: A Maturação- nesta fase o oócito I continua a Meiose e transforma-se em oócito II (célula com 23 cromossomas e 46 cromatídeos), a Meiose Equacional é interrompida na Metafase II e esta só continua se o oócito II for fecundado, transformando-se este em óvulo. Os oócitos encontram-se dentro de folículos, que vão amadurecendo entretanto. Estes podem passam por vários estados: Folículo Primordial; Folículo Primário; Folículo Secundário; Foliculo Terciário e Folículo de Graaf ou maduro (máxima maturação e libertação do oócito). (2)

3-Oogénese

Oogénese

Relativamente à Espermatogénese, que consiste na produção de espermatozoides, esta divide-se em quatro fases: Multiplicação; Crescimento; Maturação e Diferenciação. A Multiplicação dá-se ainda na fase embrionária e dá-se a multiplicação das espermatogónias ( células 2n), que se encontram nos túbulos seminíferos, por mitoses sucessivas. Na fase do crescimento dá-se a formação do espermatócito I (célula 2n, maior que a espermatogónia). De seguida, na maturação, dá-se a passagem de espermatócito I para espermatócito II (23 cromossomas e 46 cromatídeos), por Meiose I e a transformação de espermatócito II em espermatídeos (células de 23 cromossomas e 23 cromatídeos), através da Meiose II. Por fim, na Espermiogénese, ocorre a diferenciação do espermatídeo para espermatozoide, onde há a formação do flagelo e da vesícula acrossómica, que contém o acrossoma (conjunto de enzimas hidrolíticas que serão utilizadas na fecundação). É importante referir também neste trabalho, as células de Leydig e as células de Sertoli. Estas últimas encontram-se dentro dos túbulos seminíferos e são células muito importantes para o desenvolvimento dos espermatozoides, pois conferem-lhes nutrientes. Já as células de Leydig encontram-se fora dos túbulos seminíferos, mas são também muito importantes no sitema reprodutor masculino, pois produzem a Testosterona. (3)

Espermatogénese

Observação de gónadas femininas

Material

   Nesta actividade o material utilizado foi:

  • Preparações definitivas de cortes histológicos de ovários de mamíferos;
  • Microscópio composto icc50 (Leica)

Procedimento 

  1. Observação das preparações definitivas de ovários de humano; coelho e gato, utilizando diferentes ampliações;
  2. Captura de imagens dos diferentes estados de maturação dos folículos. (1)

Resultados 

1- Folículo Primordial

2- Oócito I

3- Células Foliculares                   (Ampliação total 100x)

(ampliação total 400x) 

4- Folículo Primário

5- Oócito I

6- Camada Granulosa

7- Zona Pelúcida

8- Folículo Secundário

9- Formação de uma cavidade folicular

10- Camada granulosa

11- Zona Pelúcida

12- Oócito I

13- Teca

14- Folículo Terciário

15- Oócito I

16- Continuação da formação da cavidade folicular

17- Zona Pelúcida

18- Camada Granulosa

19- Tecas Interna e Externa

20- Folículo de Graaf ou Folículo Maduro

21- Oócito II

22-Zona Pelúcida

23- Células Foliculares a rodear a camada pelúcida

24- Cavidade Folicular totalmente formada

25- Camada Granulosa

(ampliação total 100x)

        Discussão dos resultados

   Os resultados obtidos coincidiram com os resultados esperados. Conseguiu-se observar de forma nítida todos os estados de maturação dos folículos. Contudo, a visualização dos oócitos foi pouco esclarecedora, pois esperava-se conseguir ver os oócitos com uma maior ampliação.

   O folículo mais fácil de se encontrar foi o Folículo de Graaf, devido ao seu tamanho e por estar, também, muito nítido. Foi o folículo mais interessante de se observar, pois foi o folículo que, observado em prática, se pareceu mais com as imagens que já haviam sido vistas nos manuais e internet. O outro foi o folículo secundário, e neste conseguiu-se observar que tinha uma tamanho superior ao dos folículos primários e primordiais. Também neste folículo foi possível ver a a camada granulosa, bem como a teca (camada de células a rodear o folículo).

   Os folículos mais difíceis de se encontrar foram o folículo primordial e o folículo primário, pois os ovários de gato e coelho continham maioritariamente folículos mais maduros e os poucos folículos primordiais e primários tinham sido cortados ,provavelmente, quando foram feitas as preparações de forma a que o oócito parecia que tivesse sido removido. Teve-se de recorrer à observação de ovários de humano, retirados de outro grupo, para que se pudesse observar os folículos primordiais e primários. Foi possível a distinção dos dois pois o folículo primordial apenas continha o oócito e células foliculares, no entanto, essas células foliculares apresentam uma forma cúbica no folículo primário.

Observação de gónadas masculinas

Material

  • Preparações definitivas de cortes histológicos de testículos de mamíferos.
  • Microscópio composto icc50 (Leica)

Procedimento

  1. Observação de preparações definitivas de testículos de rato e de humano, utilizando diferentes ampliações;
  2. Captura de imagens dos diferentes estados de desenvolvimento dos gâmetas masculinos. (1)
Resultados
1- Tubúlos Seminíferos
(ampliação total 100x)
2- Espermatogónia
3- Espermatócito I
4- Espermatócito II
5- Espermatídeo
(ampliação total 400x)
6- Espermatozoides 
7- Células de Leydig
8- Células de Sertoli
(ampliação total 100x)
Discussão dos resultados
      Novamente, os resultados obtidos foram os resultados esperados. O objectivo de observar os diferentes estados de desenvolvimento dos gâmetas masculinos foi conseguido. Conseguiu-se distinguir as Espermatogónias, porque estas encontram-se mesmo na periferia dos túbulos seminíferos. Também foram encontrados os espermatócitos I, pois estes são muito mais volumosos que as espermatogónias. Os espermatócitos II encontram-se abaixo destes últimos, e têm menos volume do que estes. Os espermatídeos foram facilmente encontrados devido à sua forma alongada. Os espermatozoides foram também observados sem obstáculos, pois estão concentrados no centro e têm um grande comprimento.
   As células de Sertoli, que fornecem nutrientes aos espermatozoides e eram difíceis de identificar, pois estavam dispersas nas células dos tubos seminíferos. O mesmo aconteceu com as células de Leydig, mas aumentado a ampliação e escurecendo o campo de visão era possível identificá-las, já que eram células bastante mais claras que as restantes.
Conclusão

       A execução da actividade correu conforme planeado sem qualquer dificuldade, tirando o factor tempo que não possibitou fotografar a preparação definitiva dos testículos. Na observação das gónadas femininas, foi possível observar diversos constituintes, tais como os folículos entre os quais o primordial,  secundário, terciário e o folículo  de Graaf ou folículo maduro. Apesar de ser esperada a observação de um corpo amarelo, este desejo não se realizou, não haviam corpos amarelos nos ovários observados, o que permite concluir que não chegou a haver ovulação, ou, se houve ovulação, que o oócito II não foi fecundado, não havendo estímulo, assim, do corpo amarelo, levando à sua degeneração.

   Relativamente à observação das gónadas masculinas, pude-se visualizar os tubúlos seminíferos , que são constituídos internamente pelas Espermatogónias; pelos Espermatócitos I; Espermatócitos II; Espermatídeos; Espermatozoides e Células de Sertoli, que fornecem nutrientes a estes últimos (4). Para além destes constituintes, também foi possível observar as células de Leydig, que são responsáveis pela produção de Testosterona: hormona muito importante envolvida na pseudo manutenção do sistema reprodutor (5).

            A experiência realizada permitiu pôr em prática os conhecimentos acerca da constituição das gónadas masculinas e femininas e obter uma ideia mais clara sobre como são a nível estrutural, ainda foi útil para esclarecer algumas dúvidas que surgiram ao longo da actividade e dúvidas que já existiam antes da mesma.

Bibliografia

  1. Matias, O., Martins, P., et al. Biologia 12-1ª parte. 2011. Areal editores.

  2.  
                    O Grupo:
        Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

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