Bem vindo ao mundo da Biologia !

   Introdução
       O sangue é um líquido avermelhado muito importante para o nosso organismo, sem este a vida ( pelo menos sob a forma que a conhecemos) não seria possível para a maioria dos animais, incluindo nós, humanos. O sangue circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais. O sangue  é produzido na medula óssea vermelha e tem como função a manutenção da vida do organismo por meio do transporte de nutrientes, toxinas, oxigénio e dióxido de carbono.

    É constituído por diversos tipos de células que estão numa parte líquida denominada de plasma. Essas células são classificadas como leucócitos (Glóbulos Brancos), eritrócitos (Glóbulos Vermelhos) e trombócitos (plaquetas). Os glóbulos vermelhos têm como função transportar oxigénio até às células e dióxido de carbono até aos pulmões pela hemoglobina. A função das plaquetas ou trombócitos é realizar a coagulação do sangue. Os leucócitos ou glóbulos brancos têm como função proteger o organismos de agentes agressores. Existem diferentes tipos de leucócitos, cada um com funções específicas. Existem os granulares (Neutrófilos, Eosinófilos e Basófilos)e os agranulares (Monócitos e Linfócitos),com a excepção dos linfócitos os restantes leucócitos são capazes de realizar a fagocitose e por isso são denominados de células fagocitárias ou fagócitos.
    Os linfócitos podem classificar-se em três tipos : os linfócitos T, os linfócitos B e as células Natural Killer (NK), estes fazem parte da imunidade específica, pois produzem anticorpos para “imobilizar” apenas microorganismos específicos (através do reconhecimento de antigénios específicos.).
     Já os fagocitários (basófilos; neutrófilos, eosinófilos e monócitos) são responsáveis, como o seu próprio nome indica, pela Fagocitose de qualquer microorganismo estranho e prejudicial para o nosso organismo. Fazem parte, então, de um mecanismo de defesa não específico.
   A fagocitose é um processo eficaz que tem como objetivo destruir (através de um processo de digestão) diretamente qualquer microorganismo estranho que invada o nosso organismo, e este é um processo que apenas ocorre nos animais, pois a fagocitose é realizada pelos lisossomas (organelos que apenas existem nas células animais). O processo de fagocitose compreende as seguintes fases: Adesão; Ingestão; Digestão e Exocitose:
   Adesão: Esta é uma primeira fase, em que o microorganismo estranho entra em contacto com a membrana celular.
  Ingestão: Nesta fase seguinte, os fagócitos emitem prolongamentos citoplasmáticos(pseudópodes) que vao englobar o microorganismo, formando o fagossoma.
   Digestão: Logo após à formação da vesícula fagocítica, esta funde-se com um lisossoma primário, formando assim um fagolisossoma. Esta nova vesícula contém enzimas que vão destruir o microorganismo, fazendo assim a sua digestão.
   Exocitose: Esta última fase corresponde à fase em que o produto da digestão realizada anteriormente são eliminados, ficando assim a célula livre do microorganismo.
   Apesar de existirem variados tipos de leucócitos, todos eles, juntamente com os eritrócitos e os trombócitos, são formados no mesmo sítio: a medula óssea, a partir de células estaminais.
 
      A experiência realizada consiste em recolher umas gotas de sangue de um dedo, tratar as gotas e depois analisá-las, mais especificamente analisar os constituintes do sangue, ou seja, o objectivo da experiência foi verificar os diferentes constituintes do sangue: plaquetas; glóbulos vermelhos e leucócitos, com mais  incidência sobre os tipos de leucócitos e a sua quantidade no sangue. A experiência foi possível de ser realizar, através da técnica do esfregaço sanguíneo. Esta técnica permite a separação das células em meio líquido.
  
Material
  • Sangue
  • Corante Hematoxilina
  • Corante Eosina
  • Água Destilada
  • Agulha
  • Lâmina (x 2 )
  • Lamela
Procedimento
  1. Colocou-se a gota de sangue sobre a lâmina, e com a ajuda de outra lâmina espalhou-se bem o sangue;
  2. Deixou se secar na estufa durante 30 minutos;
  3. De seguida procedeu-se à fixação: introduziu-se a lâmina num recipiente com etanol (100%) durante 3 a 5 minutos;
  4. Depois fez se a coloração com Eosina: colocou-se e agitou-se a lâmina em Eosina durante 1 minuto;
  5. De seguida fez-se a coloração com Hematoxilina: colocou-se  e agitou-se a lâmina em Hematoxilina durante 1 minuto;
  6. Lavou-se a lâmina delicadamente em água corrente;
  7. Deixou-se secar a lâmina;
  8. Depois de pronta a preparação, observou-see a analizou-se a mesma.
Resultados
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Discussão dos Resultados
    O nosso o sangue retirado de um membro do grupo foi apenas uma pequena gota, contudo, os resultados obtidos não fugiram muito dos resultados que pretendiamos obter. O que mais e melhor se conseguiu observar foram os glóbulos vermelhos (ou Hemácias ou Eritrócitos). Da mesma maneira, conseguimos também observar inúmeras plaquetas, fragmentos de célula sem núcleo, que se pareciam com pequenas partículas desnecessárias para a células (embora sejam muito importantes).
   Quanto aos leucócitos, são muito menos frequentes que os glóbulos vermelhos ou as plaquetas e têm um tamanho muito maior que estes dois últimos. Dentro dos leucócitos, aquele que observámos mais vezes foi o Neutrófilo, que possui um nucleo polilobulado e apresenta grânulos (são do grupo dos leucócitos granulares). Também deste grupo e observado relativamente frequentemente foi o Eosinófilo, que foi facilmente distinguido através do seu núcleo dilobulado (com dois lóbulos) e, sendo um leucócito granular, possuia também e bem visíveis, muitos grânulos espalhados por todo o seu plasma. Deste grupo, não conseguimos observar nenhum basófilo. Do grupo dos leucócitos agranulares, apenas nos foi possível observar o Monócito, que é bastante fácil de se identificar, devido ao seu núcleo em forma de ferradura, uma vez que faz parte do grupo dos leucócitos agranulares, não possuia grânulos. Não conseguimos observar nenhum linfócito.
   Também identificámos um glóbulo vermelho anormal na gota de sangue: em forma de foice (o que acontece em indivíduos com Drepanocitose).
Conclusão
  O grupo concordou que este foi o trabalho experimental mais engraçado e interessante até hoje feito, para além disso, foi também um trabalho gratificante, pois não só o nosso esfregaço, como os dos nossos restantes colegas foram elogiados, e conseguimos ver exatamente o que imaginámos que iriamos ver.
   Foi um trabalho interessante de se fazer, pois despertou-nos a curiosidade de analisar o sangue do nosso colega, pois a partir deste esfregaço também poderíamos comentar o seu estado de saúde.
   Conseguimos identificar bastantes constituintes do sangue, apenas nos faltou identificar um basófilo e os linfócitos, o que não é de se estranhar, pois os basófilos e os linfócitos são os leucócitos mais raros. Em contraste conseguimos observar imensos Neutrófilos e Eosinófilos, o que bate certo com a teoria, pois estes são os mais frequentes no sangue. Devido a estes resultados podemos então concluir que esta experiência veio corroborar a teoria anteriormente assimilada.
   Achámos assombrosa a quantidade de Eritrócitos e Plaquetas presentes em apenas uma pequenissíma gota de sangue e também a diferença entre a quantidade destes últimos referidos em relação à quantidade de Leucócitos.
   Se esta fosse uma análise clínica, poderíamos concluir que o nosso colega se encontra saudável, pois não tem excesso de leucócitos no sangue e também não sofre de anemia, pois a quantidade de hemácias encontra-se em normais quantidades.

O Grupo:

Ana Vital   .   Eurico Machado   .    Hugo Tavares   .    Hugo Pereira

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